É oficial. O governo decidiu classificar a Livraria Lello e Irmão no Porto como Monumento Nacional.
No comunicado do Conselho de Ministros, pode ler-se que o reconhecimento se justifica “pela excelência na prestação de serviços culturais e a projeção internacional da imagem associada à livraria”.
Descrita pelo instituto público do Património Cultural como “uma das mais belas do mundo” e um “autêntico santuário das artes editoriais e livreiras”, a Livraria Lello foi inaugurada em 1906, na rua das Carmelitas, 144. Instalada num importante edifício da arquitetura eclética portuguesa, projetado pelo engenheiro Francisco Xavier Esteves, as suas escadarias são emblemáticas.

Com dois pisos, separados por uma escadaria vermelha, e iluminados por um colorido vitral, o espaço impressiona.
Da coleção que pode ser visitada constam a primeira edição de “Moby Dick”, de Herman Melville, que pertenceu a Jim Morrisson; de “O Príncipezinho”, da autoria de Antoine de Saint-Exupéry ou de “Orgulho e Preconceito”, de Jane Austen. Neste espaço também é possível folhear cartas escritas por Bob Dylan ou os sete primeiros livros da saga Harry Potter, assinados pela autora, J.K. Rowling.
Apesar de já ter sido desmentido pela própria J.K., o mito de que a Livraria Lello terá inspirado locais e emblemas associados ao pequeno feiticeiro e ao colégio de magia de Hogwarts continua a alimentar o imaginário de muitos visitantes.
