O mercado global de música gravada registou no ano passado o 10º ano de crescimento consecutivo, aumentando 4,8% face a 2023.
É o que aponta o relatório anual da Federação Internacional da Indústria Discográfica (IFPI), 2º o qual todas as regiões do mundo registaram aumentos.
A maioria das receitas foram provenientes do streaming. Mas as vendas no formato vinil também se destacam, porque estão a subir há 18 anos consecutivos.
Os três artistas que mais venderam e lucraram, globalmente, em 2024, foram a norte-americana Taylor Swift, o canadiano Drake e os sul-coreanos Seventeen.
O top 10 inclui ainda a norte-americana Billie Eilish, os sul-coreanos Stray Kids, o canadiano The Weeknd e os norte-americanos Zach Bryan, Eminem, Kendrick Lamar e Sabrina Carpenter.
O relatório estabelece também as “prioridades da política musical”, entre as quais consta a melhor forma de lidar com a Inteligência Artificial (IA), que pode ser “uma ferramenta poderosa” para a indústria da música, mas é também “uma ameaça”.
“A música enfrenta a crescente ameaça de manipulação do streaming, onde está a ser roubado dinheiro que deveria ir para artistas legítimos, através de reproduções artificiais de faixas enviadas para os serviços de música”, alerta a IFPI, referindo que tal “prejudica artistas e fãs e põe em risco a confiança no online".
Além de uma união da indústria musical poder “causar um impacto para prevenir a fraude”, também será necessário “apoio dos governos e das autoridades policiais para enfrentar esta questão e reconhecer o impacto mais amplo que a manipulação do streaming está a ter na confiança dos serviços digitais em geral”.